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Sustentabilidade limita a produção?

É muito comum pensarmos que uma economia ou empresa com mais práticas de sustentabilidade, terá uma limitação de crescimento, se comparada com outras empresas que não possuem tais práticas ou travas na operação. Entretanto as regulamentações ambientais e a pressão dos consumidores estão se tornando um diferencial competitivo: elas impulsionam eficiência, reduzem riscos e abrem portas a mercados e financiamentos. 

Na Europa, por exemplo, legislações e acordos com blocos econômicos vem elevando a régua de práticas de ESG. Inovação, economia circular e redução de emissões são um quadro cada vez mais cobrado das empresas e governos e mostram que padrões ambientais mais rigorosos tendem a cortar custos e mitigar passivos legais, além de ser um ganho direto de produtividade e competitividade. 

Estudos comparativos entre países também sugerem que maior rigor regulatório está associado a maior competitividade. Do outro lado, os consumidores vêm puxando a agenda de cobranças por práticas ambientais e sociais. Pesquisas mostram que a pressão de clientes por certificações e boas práticas socioambientais melhoram processos e desempenho operacional, especialmente em cadeias críticas, como a de alimentos e matérias-primas. 

Acima de tudo, a forma de trabalhar com a demanda e pressão de governos e clientes é focar na transparência. Relatórios de sustentabilidade/ESG e metas claras nas agendas ambientais, sociais e de governança tornaram-se linguagem comum para investidores, clientes e reguladores. Não basta apenas comunicar as ações e posicionamentos, os dados compartilhados precisam ser auditáveis, comparáveis e úteis à gestão de riscos. Relatórios bem estruturados atraem capital, fortalecem reputação e evitam acusações de greenwashing.

Mas tais práticas também precisam estar alinhadas com performance financeira, e é isso que os números mostram. Pesquisa da empresa McKinsey, com 2.269 empresas, mostra que companhias que integram ESG às estratégias performam bem financeiramente e entregam 2% mais retorno anual aos acionistas, além disso essas mesmas empresas possuem desempenho anual 7% melhor, se comparado com as que não integram o ESG às suas práticas. 

Quando o ESG e práticas de sustentabilidade estão juntos, as empresas experimentam um aumento de eficiência, redução de custos operacionais, maior crescimento econômico, maior estabilidade de resultados e atendimento às questões de conformidade e transparência.

Referências

Pesquisa mostra que clientes influenciam positivamente práticas ambientais empresariais

Empresas sustentáveis lucram mais: os dados que comprovam o impacto do ESGBand Vale

Jogada tripla: crescimento, lucro e sustentabilidade | McKinsey

Brasil tem 46 empresas na lista Melhores do Mundo Sustentáveis de 2025 – Sustentabilidade Brasil

ESG cresce no Brasil e 54% das grandes empresas já tem estratégias de sustentabilidade estruturadas | Exame