A conservação ambiental é um ramo da biologia e uma ferramenta de manutenção dos ecossistemas naturais para a conservação das espécies naturais de plantas, animais e todos os serviços ambientais relacionados.
A definição do termo espécie bandeira, do inglês flagship species, remonta dos anos 1980, com o início do movimento ambientalista, acordos internacionais sobre meio ambiente e ações conservacionistas. Infelizmente a conservação do meio ambiente e de espécies menos carismáticas nem sempre foi priorizada.
Nesse contexto que surgiu a função da espécie bandeira, na qual se elege uma espécie, em perigo de extinção, geralmente carismática e que tenha uma boa afeição do público em geral para ser o símbolo da preservação de um ecossistema ou bioma. Nesse cenário, espécies menos carismáticas ou em maior perigo de extinção são beneficiadas pelos esforços coletivos.
Entretanto a escolha de espécies bandeira pode ter pontos de atenção, como a escolha de uma espécie e menor favorecimento a espécies mais ameaçadas, espécies do mesmo bioma dividirem atenção ou mesmo o desaparecimento da espécie chave pode acabar com os esforços envolvidos na proteção ambiental.
Os principais exemplos de espécies-bandeira no Brasil e no mundo:
Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia): O grande símbolo da luta pela conservação da Mata Atlântica nos anos 1990 e início dos anos 2000. É um pequeno primata que ocorre nos refúgios da mata atlântica nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo e que esteve seriamente ameaçado de extinção, sua população chegou a ser de menos de 500 indivíduos. Com os esforços de conservação atualmente sua população aumentou para 3.200 indivíduos em liberdade e ainda listado em perigo de extinção.
Urso-panda (Ailuropoda melanoleuca): Foi a espécie bandeira para a conservação de biomas na China, em contraste com o grande avanço populacional e industrial do país asiático, os esforços para salvar o carismático urso-panda deram resultados. Ainda que conste como uma espécie vulnerável, sua população silvestre é de mais de 2.000 animais e cresce ano a ano com os esforços de reprodução em cativeiro e reintrodução de animais de cativeiro em ambientes naturais, nos anos 1980 sua população era de pouco mais de 1000 indivíduos. Foi a maior espécie bandeira de conservação global no início dos anos 2000, os esforços de conservação demandaram anos para os primeiros resultados, pois a espécie só habita florestas montanhosas na China e possui uma baixa taxa de natalidade.
A escolha e adoção de espécies bandeira para a conservação ambiental é uma importante ferramenta para a manutenção e recuperação de ecossistemas, mas exige um esforço para que a conservação não fique apenas na espécie escolhida, mas que reflita nas demais espécies de animais e plantas que coabitam os mesmos locais, assim como direcionamento de pesquisas para reprodução e introdução de animais de cativeiro.
Referências consultadas
https://oeco.org.br/dicionario-ambiental/28190-o-que-e-uma-especie-bandeira/
https://www.tamar.org.br/interna.php?cod=87
https://www.wwf.org.br/?40524/Conservao-de-Espcies
https://www.wwf.org.br/?59902/No-dia-internacional-do-mico-leao-dourado-comemoramos-25-anos-de-conservacao-da-especie