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O que mudou no mercado ambiental nos últimos anos

Nos últimos anos o mercado ambiental passou por uma grande transformação. Se nas décadas anteriores não havia nenhuma preocupação com questões ambientais, atualmente a preocupação é muito maior que apenas cumprir as obrigações legais como licenciamento ambiental e descarte de resíduos, hoje a sustentabilidade se tornou um fator estratégico, capaz de definir a competitividade de um negócio.

Pesquisas recentes mostram que mais de 70% dos brasileiros preferem comprar de marcas que adotam práticas sustentáveis, e muitos estão dispostos a pagar mais por produtos que respeitam o meio ambiente. Esse dado revela que a sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão regulatória e passou a ser um diferencial competitivo.

Com o passar dos anos não bastaram apenas as boas práticas ambientais das empresas, o mercado caminhou para a necessidade de uma validação externa, no início dos anos 2000 selos e certificações externas ganharam muita força como a ISO 14001, selos de carbono neutro, auditorias independentes nos mais variados temas. Atualmente as empresas investem em relatórios de sustentabilidade, métricas verificáveis para atrair investidores e conquistar consumidores cada vez mais atentos.

Nos últimos anos, o mercado ambiental passou a olhar com grande atenção para a emissão de carbono das empresas e como isso impacta nas mudanças climáticas, os relatos que antes eram voluntários passaram a ser obrigatórios em blocos econômicos e o Brasil acompanha a tendência mundial de regular as emissões.

Outro ponto importante é a pressão internacional. Grandes blocos econômicos, como a União Europeia, passaram a exigir comprovação de práticas ambientais em toda a cadeia produtiva. Isso significa que não basta a empresa final ser sustentável, precisa comprovar tudo isso ao longo da cadeia produtiva: fornecedores de insumos e matérias-primas também precisam estar em conformidade. 

No Brasil, por exemplo, a redução de 50% do desmatamento na Amazônia entre 2022 e 2025 evitou a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂e, resultado que foi fundamental para manter acesso a mercados externos. Além disso, o país registrou uma queda de 16,7% nas emissões de gases de efeito estufa em 2024, a maior em 16 anos, segundo dados oficiais.

A União Europeia aprovou há pouco tempo leis que falam sobre a necessidade de comprovação de origem de produtos e matéria-prima de itens a serem importados pelo bloco. Conformidade regulatória, emissões de carbono, não estar associado a áreas com desmatamento, atendimento de legislação trabalhista e rastreabilidade total do produto são temas que estão sendo cobrados de empresas no Brasil e no mundo todo.

Esse movimento também se reflete nos investimentos. Entre 2023 e 2025, o Brasil movimentou R$ 138,1 bilhões em financiamento climático, destinados a projetos de energia limpa, restauração de florestas e inovação sustentável. Mais de 3,4 milhões de hectares de vegetação foram restaurados, reforçando a importância da bioeconomia e da preservação ambiental como motores de desenvolvimento.

O mercado ambiental evoluiu muito nos últimos anos, passando de uma postura defensiva e reativa para ser uma área essencial e estratégica nos negócios das empresas. Empresas que não se adaptarem correm o risco de perder espaço, enquanto aquelas que investem em práticas ambientais sólidas ganham vantagem estratégica e se posicionam em vantagem em um mercado cada vez mais competitivo.

Referências

https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-30/noticia/2025/11/03/emissoes-de-gases-do-efeito-estufa-no-brasil-tem-maior-queda-em-16-anos-mas-pais-ainda-nao-deve-cumprir-sua-meta-climatica.
https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/brasil-retoma-protagonismo-ambiental-e-climatico-com-reducao-historica-do-desmatamento-e-nova-governanca

Novo reporte de sustentabilidade da União Europeia afetará empresas brasileiras | EY – Brasil

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/7-em-cada-10-empresas-brasileiras-adotam-alguma-pratica-de-esg/?utm_source=chatgpt.com