Tentar prever o clima é uma ciência tão antiga quanto a humanidade, os babilônicos e gregos por volta de 700 AC já observavam a natureza para prever como seriam as estações, e para isso olhavam os astros, o vento, o crescimento das plantas e frequência de chuvas.
Milhares de anos se passaram e temos modernos equipamentos e cálculos para realizar a previsão do tempo com mais precisão, mas quanto maior o tempo de previsão, maiores as chances de haver mudanças. Estamos na estação mais quente do ano e para sabermos como estará o clima em poucos dias, basta olharmos o celular ou o computador, mas quando falamos de semanas ou meses, o cenário é mais complexo.
Mas para termos uma ideia, podemos olhar para a atual estação e contexto para antevermos o que acontecerá nas próximas. O verão brasileiro é marcado por altas temperaturas e chuvas intensas, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. É a estação em que os temporais são mais frequentes e os dias quentes dominam o calendário. Para os meteorologistas, observar o comportamento do verão é essencial, porque ele revela sinais de como será o inverno seguinte.
Ao longo da última década, podemos notar que o Brasil tem enfrentado ondas de calor intenso e cada vez mais longas, além de chuvas irregulares. O verão de 2024/2025 foi considerado um dos mais quentes desde 1961, um reflexo direto das mudanças climáticas globais e do aquecimento da atmosfera, o que afeta os padrões do verão brasileiro e consequentemente do inverno.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mostram que nos últimos 10 anos a temperatura média em nosso país subiu cerca de 0,5ºC, o número de ondas de calor aumentou significativamente e as chuvas estão mal distribuídas, sendo concentradas em eventos extremos.
Essas tendências reforçam que o verão atual já não segue os padrões históricos, e isso influencia diretamente o inverno. Atualmente, estamos sob a influência da La Niña, fenômeno caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico. No verão, a La Niña costuma trazer chuvas irregulares e períodos de seca em algumas regiões. No inverno seguinte, ela aumenta a chance de frio mais intenso e geada, especialmente no Sul e Sudeste do Brasil.
Verões muito quentes e secos, como provavelmente teremos em 2026, indicam invernos menos rigorosos, já que as massas de ar quente seguiram atuando por mais tempo, já verões com chuvas intensas (como ocorre no El Niño), sugerem invernos mais amenos, pois há uma maior presença de umidade. A presença de fenômenos globais (El Niño ou La Niña) é o fator mais determinante: eles moldam tanto o verão quanto o inverno, criando padrões previsíveis.
Acompanhar esses sinais e tendências é essencial para prever tendências, embora não exista uma regra absoluta. O verão brasileiro funciona como um espelho antecipado do inverno. As mudanças climáticas têm intensificado extremos de calor e chuva, e fenômenos como a La Niña ajudam a explicar o que esperar nos meses frios. Não é possível prever com exatidão como será o inverno de 2026, pois o clima é uma equação complexa, mas podemos observar pistas, se o verão for marcado por calor extremo e chuvas irregulares, o inverno pode trazer frio mais intenso e instabilidade.
Referências:
Instituto Nacional de Meteorologia – INMET
Climatempo: Clima e Previsão do Tempo sempre atualizados
Verão 2025/2026: veja como será a estação no Brasil
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