Quando você compra um produto eletrônico, uma roupa, um alimento, um par de tênis, você pensa em como esse item foi produzido e como as marcas procuram impactar positivamente o mundo que vivemos? Nem todo mundo faz esse questionamento, mas é uma pergunta que cada vez mais as empresas estão respondendo e fazendo questão de compartilhar.
E isso se reflete no mercado brasileiro, a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso e passou a fazer parte da estratégia das empresas brasileiras. De acordo com levantamento do Valor Econômico, 51% das companhias no país já possuem uma estratégia de sustentabilidade definida. Esse dado mostra um avanço importante na agenda ESG, que vem ganhando força no Brasil e no mundo.
Essa mudança de padrão é impulsionada por diversos fatores. Um deles é a pressão de consumidores e investidores, que exigem práticas mais responsáveis e transparentes. Além disso, há uma percepção crescente de que adotar ações sustentáveis não é apenas uma questão ética, mas também estratégica. Empresas que investem em sustentabilidade tendem a reduzir riscos, melhorar sua imagem e até aumentar a lucratividade. Segundo pesquisa da Amcham Brasil, 71% das empresas já iniciaram ou consolidaram práticas ESG, e muitas relatam benefícios diretos nos negócios.
Entre as principais iniciativas estão a redução de emissões de carbono, uso de energia renovável, reaproveitamento de recursos e programas sociais. Na indústria brasileira, quase metade das empresas já utiliza fontes renováveis de energia como solar, eólica e biomassa. Outro destaque é a economia circular, que busca reaproveitar materiais e reduzir desperdícios. Atualmente, 85% das indústrias adotam alguma prática nesse sentido, mostrando que a transição para modelos mais sustentáveis e que buscam reduzir a pressão sobre matérias-primas está em constante crescimento.
Muitas empresas estão nos estágios iniciais e precisam desenvolver mais os três pilares de ESG. Além disso, é necessário maior apoio governamental e políticas públicas para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Embora os números sejam positivos, o ritmo ainda é insuficiente para atingir metas globais, como as previstas no Acordo de Paris e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
A maior preocupação no impacto socioambiental e adoção de políticas de sustentabilidade contribui para a preservação do meio ambiente, mas também fortalece a competitividade das empresas em um mercado cada vez mais exigente e consciente.
Referências consultadas
Mais ações contra riscos climáticos | Revista Sustentabilidade | Valor Econômico
Indústria avança na economia circular | Revista Sustentabilidade | Valor Econômico
7 em cada 10 empresas brasileiras adotam alguma prática de ESG | CNN Brasil
51% das empresas têm estratégia de sustentabilidade | Brasil | Valor Econômico