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Quais são os oito aceleradores da crise ambiental

Você já reparou como nosso clima e meio ambiente estão cada vez mais alterados? Dias muito quentes no inverno, chuvas intensas em épocas de seca, enchentes em locais que nunca registraram o fenômeno, invasão de espécies exóticas, poluição por todos os lados, animais silvestres perto de zonas urbanas. Esses sinais fazem parte de uma crise ambiental global que está se agravando rapidamente. Mas o que está acelerando essa crise?

Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, publicado pela ONU 2024, existem oito grandes aceleradores da crise ambiental, que estão movendo três problemas principais: mudança climática, perda de biodiversidade e poluição. Essas mudanças globais não são apenas ambientais, mas também sociais e tecnológicas, e afetam diretamente a nossa saúde, segurança e qualidade de vida.

Os oito aceleradores são:

  1. Mudança no uso da terra – como desmatamento e urbanização desordenada, que destroem ecossistemas e afetam diretamente os serviços ambientais e o equilíbrio ecológico.
  2. Mudança climática – que intensifica eventos extremos como secas, enchentes e ondas de calor. O processo causa mais desigualdades sociais e afeta cada ano um número maior de pessoas.
  3. Poluição – do ar, da água e do solo, que afeta a saúde humana e dos animais. Anualmente aumenta o número de doenças e mortes relacionados à contaminação ambiental e falta de saneamento.
  4. Perda de biodiversidade – com o desaparecimento de espécies essenciais para o equilíbrio da natureza os serviços ambientais estão em risco, assim como a introdução de espécies exóticas que competem com as nativas e aumentam o risco de contato com patógenos silvestres.
  5. Tecnologia acelerada – como a inteligência artificial, que aumenta a demanda por energia e recursos naturais. O uso desenfreado da tecnologia está associado a uma demanda maior de energia e geração de resíduos eletrônicos que nem sempre recebem o devido tratamento.
  6. Desigualdade social – que limita o acesso de populações vulneráveis a recursos e proteção ambiental. Populações em vulnerabilidade social são mais suscetíveis a doenças, subempregos e eventos climáticos extremos.
  7. Conflitos e deslocamentos forçados – que sobrecarregam áreas urbanas e causam degradação ambiental. Os conflitos armados são uma das maiores causas de degradação ambiental.
  8. Desconfiança nas instituições – que dificulta a implementação de políticas ambientais eficazes. Preocupações com a pauta de sustentabilidade ficam em segundo plano, nem sempre garantindo a conformidade ambiental e mitigação de impactos negativos.

Esses fatores estão interligados e criam uma crise ambiental global, que exige atenção urgente. O relatório da ONU propõe soluções como monitorar melhor os as mudanças ambientais e sociais, incluir jovens e povos indígenas nas decisões, rever indicadores de progresso além do PIB, e redirecionar investimentos para ações sustentáveis.

No nosso dia a dia, podemos contribuir com pequenas ações como consumir de forma consciente, apoiar políticas ambientais, cobrar responsabilidade das empresas e governos, e compartilhar conhecimento. A crise ambiental não é um problema distante, ela está no nosso cotidiano. 

Referências:

The world’s plastic pollution crisis, explained | National Geographic

A crise da biodiversidade e o papel do Brasil nesta emergência global – Greenpeace Brasil

Relatório da ONU aponta que mudanças globais críticas aceleram crise ambiental | ONU News