O uso de energia elétrica talvez seja uma das comodidades mais universais que o planeta Terra tem, em qualquer lugar do mundo, até nos locais mais isolados da Amazônia brasileira há ligação de energia elétrica. Um cenário muito diferente de 100 anos atrás.
Atualmente você usa energia 24 horas do seu dia. Ao acordar você liga a luz, carrega seu telefone, dá bateria no seu notebook, prepara a sua refeição, refrigera os seus alimentos, liga a televisão e até mesmo recarrega as baterias do seu carro. Assim como o acesso à água tratada, o acesso à energia elétrica moldou as sociedades nas últimas décadas.
Pensando nessa demanda crescente de energia, há necessidade de grandes sistemas de geração e distribuição de energia nos quatro cantos do Brasil. E nosso país se vale muito dos seus recursos naturais: quedas d’água, força dos ventos e o sol que brilha o ano todo. A matriz elétrica brasileira é uma das mais limpas do mundo, com mais de 80% de suas fontes renováveis.
No resto do mundo o cenário é o contrário, mais de 60% vêm de fontes não renováveis como carvão mineral, gás natural e petróleo. Mas onde entra a energia nuclear nessa história?
No mundo a energia nuclear responde por 9,2% de toda a energia gerada, e no Brasil apenas 2,1%, representado pelas usinas Agra I e II, na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A energia nuclear é um método de geração extremamente eficiente, pouco volume de material pode gerar uma grande quantidade de energia, se comparada com grandes usinas hidrelétricas e parques eólicos e solares.
A energia nuclear se baseia na fissão nuclear, processo no qual o núcleo de um átomo é dividido, geralmente urânio, liberando grande quantidade de calor, que é usado para aquecer a água e o vapor movimentar uma turbina de geração elétrica.
Apesar de ser uma fonte muito eficiente, não liberar gases de efeito estufa, a energia nuclear possui pontos negativos como a geração de lixo nuclear, que precisa ser descartado corretamente e monitorado por longo período, o risco de acidentes como aconteceu em Fukushima e Chernobyl, e o custo alto, entre 3 e 5 vezes mais caro que fontes renováveis de energia.
O Brasil pretende dobrar sua capacidade de energia nuclear até 2028, com a finalização e operação da usina de Angra III, maior e mais moderna que as duas em operação no Brasil. A grande eficiência e estabilidade na geração de energia pelo processo nuclear são pontos relevantes na sua participação e ampliação na matriz elétrica brasileira nos próximos anos.
Nosso país possui muitos recursos naturais para gerar sua energia, como as quedas d’água, um litoral com ventos constantes, grande incidência solar e biomassa em alto volume devido ao seu potencial agrícola, condições essas que não são encontradas em todos os países, esse é o principal motivo da pequena participação da energia nuclear na matriz brasileira.
Referências consultadas:
Energia nuclear: entenda o que é e por que usamos tão pouco no Brasil | Metrópoles
Especialistas divergem sobre uso da energia nuclear no Brasil | Agência Brasil