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Riscos ESG por setores da economia

Com o passar dos anos e o amadurecimento do mercado ESG, cada vez mais consumidores, governos, parceiros e investidores cobram transparência e práticas de sustentabilidade das marcas. Não basta apenas ter impactos positivos no meio ambiente, tratar resíduos ou usar energia renovável, questões éticas, relacionamento com os funcionários e comunidades são cada vez mais importantes.

Questões ambientais, socioeconômicas e de governança podem afetar diretamente o desempenho orgânico e financeiro das organizações e são chamados de riscos ESG (ambientais, sociais e de governança).  Cada um tem as suas peculiaridades, mas todos os riscos podem ter impacto significativo na sustentabilidade e desempenho financeiro das empresas ao longo dos anos.

Ignorar essas pautas ESG pode ser um risco para o negócio, por meio de penalidades ambientais, menor desempenho econômico, perda de apoio de clientes e investidores, além da perda intangível de imagem da empresa.

Cada segmento de negócio possui os seus próprios riscos relacionados ao negócio, de acordo com a sua natureza e contexto, entretanto, alguns riscos são comuns a vários segmentos, como:

  • Impacto das mudanças climáticas;
  • Condições de trabalho e segurança;
  • Igualdade salarial;
  • Práticas de ética;
  • Suborno e corrupção.

Entretanto, riscos específicos podem ser associados aos principais setores da economia. Os principais riscos ESG nos maiores segmentos de negócio do Brasil, de acordo com a consultoria KPMG são:

Indústria e Manufatura

  • Ambientais: Emissões de gases de efeito estufa (GEE), uso intensivo de energia e água, geração de resíduos e poluição.
  • Sociais: Condições de trabalho, segurança ocupacional, diversidade e inclusão.
  • Governança: Conformidade regulatória, transparência em processos e riscos de corrupção.

Agronegócio

  • Ambientais: Desmatamento, uso de agrotóxicos, impacto na biodiversidade e recursos hídricos 
  • Sociais: Relações com comunidades locais e trabalhadores rurais, incluindo questões de trabalho escravo ou infantil.
  • Governança: Rastreabilidade da cadeia produtiva e conformidade com normas ambientais e trabalhistas.

 Energia

  • Ambientais: Emissões de GEE, impactos de grandes obras (como hidrelétricas), riscos físicos relacionados às mudanças climáticas.
  • Sociais: Impacto em comunidades indígenas e tradicionais, acesso à energia.
  • Governança: Transparência em investimentos e políticas de transição energética.

Saúde

  • Ambientais: Gestão de resíduos hospitalares e uso de recursos naturais.
  • Sociais: Acesso equitativo aos serviços, privacidade de dados dos pacientes.
  • Governança: Ética em pesquisas clínicas, transparência em preços e práticas comerciais.

Varejo e Consumo

  • Ambientais: Embalagens, logística e pegada de carbono.
  • Sociais: Condições de trabalho na cadeia de suprimentos, diversidade e inclusão.
  • Governança: Práticas de marketing ético, proteção ao consumidor.

Os riscos ESG são uma oportunidade de inovação, melhoria de reputação e crescimento sustentável, não apenas desafios. A adoção dessas práticas tem potencial de mitigar impactos e gerar valor positivo em longo prazo.

Referências consultadas:

Entenda os riscos ESG e porque eles importam – Sustenare News

Riscos Setoriais 2024 – KPMG Brasil

Veja os maiores riscos emergentes para 12 setores da economia, segundo a KPMG

ESG e o futuro sustentável das organizações: tendências, riscos e oportunidades – WTW